Grand Temple

Máquina de Escrever

Aqui podem encontrar a minha escrita. Faço análises a filmes antigos, actuais, crónicas sobre seja o que for e outros textos de carácter aleatório. 

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Nossa, Videojogos, que Biolencia!

Posted on August 18, 2013 at 12:50 PM Comments comments (1)

 

 

 

 

 

 Nunca pensei ter que escrever o meu ponto de vista quanto a esta questão dos videojogos que tornam as crianças violentas. Também não é que eu tenha de escrever pois não sou nenhum psicólogo como os ilustres analistas da TVI. Eu sou apenas um mero realizador de cinema, ou pelo menos aspirante. Porém, mesmo sendo cinema a minha primeira paixão (em termos de hobbys Amor, em termos de hobbys), os videojogos estão em grande razia num intacto segundo lugar. Eu jogo há mais de 20 anos, tendo começado pela saudosa MegaDrive à [até agora] recente PlayStation 3. Passei, tanto quanto pude, os meus verões e restantes férias fechado em casa a jogar. Também brinquei lá fora, ainda apanhei esse tempo, mas quem desvaloriza o conforto de estar na nossa habitação a jogar numa tarde pacata não entende tudo sobre a infância. Das melhores recordações que tenho além de jogar à bola e deixar quase todas entrarem na baliza é de jogar horas e horas com o meu irmão ou com o meu vizinho e, quando possível, em casa de outros amigos. Hoje, tal como os maiores dos adultos que dizem “epa, lembras-te de jogar ao pião?”, dizemos nós coisas como “epa, lembras-te do medo que metia abrir a porta da entrada da mansão do primeiro Resident Evil? Borrava-me todo e agora vendo os gráficos só dá vontade de rir!” num eterno espírito de companheirismo.

Obviamente, de acordo como funciona o mundo de hoje em dia, as redes sociais entraram em alarido quando a TVI mostrou reportagens e teses que ditam (não opinam, ditam, é a palavra-chave aqui) que os videojogos promovem um comportamento violento nas crianças. Como era de se esperar, os utilizadores formam um em dois partidos extremistas possíveis. Sempre, sempre extremistas. Com isso ri-me e bati com a cabeça nas paredes cá de casa ao ler vários comentários ignorantes. É importante relembrar o verdadeiro sentido da palavra ignorante; não disse idiota, disse ignorante, de não saber do que fala por não estar dentro do assunto e de não querer tentar descobrir mas achando que mantém uma posição que, além de válida, é absoluta. Ou o chamado “comportamento de pais”, como eu prefiro.

Os videojogos ainda são, quer nos tentemos enganar ou não, um passatempo visto para crianças. Ainda no outro dia a minha tia velhota disse: “como é que com a idade e altura que tens ainda gostas de jogar a essas coisas, pareces uma criança!” enquanto eu arrancava um osso do monstro e o espetava na goela. Sejamos sinceros, ver filmes sobre pancadaria é aceite pela sociedade como uma actividade legitima mas controlar uma personagem que participa em pancadaria e onde o desfecho irá depender inteiramente das nossas acções e perícias, é entendido como uma brincadeira para crianças que por ser violenta deve ser abolida imediatamente do país! E, sejamos também sinceros, a sociedade é tanto a melhor coisa sobre a humanidade como é a pior. Além da ignorância, aí sim, há imensa, imensa idiotice.

Os tais psicólogos têm como apoio uma espécie qualquer de diploma a trabalhar em seu favor. Eu tenho mais de 20 anos de experiência na área que eles debatem. Conheço muitíssimo bem este mundo dos jogos e os seus paralelos. Joguei toda a vida, ainda jogo horas e horas (embora cada vez tenha menos horas livres), vi e tenho imensos amigos que como eu jogam horas, às até mais tarde do que eu, e todos, mas todos os dias leio e vejo artigos escritos ou filmados sobre a matéria. Há maiores sabichões do que eu, sem dúvida, mas quero só deixar aqui o meu currículo antes de prosseguir para ver se consigo alguma forma de pé de igualdade.

Comecemos então a instruir.

 

“Os videojogos são violentos!”

Não, não são. videojogos violentos, tanto como videojogos sem qualquer espécie de violência. Há jogos onde o jogador pode matar pessoas de variadas formas assim como há jogos de Formula 1, jogos de Futebol, jogos de Golfe, jogos em que se tem uma quinta e pede-se aos amigos para enviarem cenouras. Ah, é verdade, muitas das pessoas que criticaram os videojogos de serem violentos são com certeza as mesmas que passaram, e provavelmente ainda passam, horas a fio a comprarem a escolherem em que posição o porco fica para os amigos irem à quinta e verem tudo bonito. Tremenda violência!

Ninguém nega que há jogos extraordinariamente violentos. O mais conhecido há de ser o GTA, o tal jogo em que se rouba carros e foge-se à polícia atropelando toda a gente. Mal sabem os pais que também dá para ir a clubes de strip ou apanhar prostitutas, fazer sexo com elas dentro do carro e no final matá-las para ficar com o nosso dinheiro e o restante que ela iria eventualmente dar ao chulo, provavelmente o Big Smoke. Mal sabem também os pais que há jogos em que isso nem é nada. Se quiserem conhecer maiores horrores, pesquisem sobre o jogo Manhunt. Só joguei o 2 e mal comecei a jogar levei logo com excrementos na cara, o que no fundo acaba por ser uma excelente metáfora sobre a vida. E esse também ainda nem é nada.

A questão é: há tanta violência como há em filmes. Aliás, no filmes ainda há maior violência não só por não estarmos a ver polígonos mas sim pessoas reais. Filmes como Salo ou A Serbian Film (peço que não pesquisem. Eu sei que por ter dito isto irão pesquisar mas.. não o façam) são pedaços de celuloide que nem mesmo os estômagos mais fortes se atrevem. Pelo menos os estômagos mais fortes e mais sábios, não os estômagos que querem espantar os amigos por serem capazes de se rirem com filmes como o Exorcista. Já agora, também há o filme O Exorcista. Devemos agora banir toda a indústria dos filmes só por há filmes incrivelmente violentos? Não, claro que não. Porquê? Por causa do próximo ponto.


violência





“Os videojogos violentos são de fácil acesso às nossas criancinhas.”

Esta é muito gira. Pegando exactamente no exemplo dos filmes, o que fazemos quando está a dar a Laranja Mecânica na RTP1? Dizemos às crianças para saírem da sala que isto não são filmes para a idade delas! Com os videojogos funciona da mesma forma. Existe na capa e até na contra-capa, bem visível, a faixa etária recomendada pelos departamentos oficiais desse regime. Não é um bicho de sete cabeças, se eles pedem o GTA, dizem que não. É só dizerem que não. Não é feito ás três pancadas, há um sistema próprio para os pais saberem rapidamente se é aconselhável ou não que os filhos joguem determinado título. E há sempre a internet para informação mais detalhada, bem como funcionários na loja capazes de esclarecem esse tipo de dúvidas. É claro que as crianças, como em tudo, conseguem dar a volta e nas costas dos pais conseguem obter o que querem. Quanto a isso:




 

As crianças não são assim tão estúpidas como as fazem.

Se eu visse em criança um filme onde um soldado mata a tiro um alien, eu sei que os aliens não existem. Entendo, além disso, que o soldado está a fazê-lo para sobreviver e salvar a casa branca e o presidente e, se houver tempo, o resto dos habitantes também.

As crianças conseguem distinguir o que é real e o que é errado. Não confundam só porque elas erram de vez em quando e se portam mal, isso é porque… bem, são crianças. Mas à partida sabem que não devem andar por aí com armas a matarem pessoas. Primeiro têm que conseguir obter a licença de porte de arma.

O melhor exemplo que eu posso dar é este:

Eu estava na primária quando arranjei um jogo para a PlayStation chamado Thrill Kill. Thrill Kill é um jogo tão grotesco e tão violento que.. nunca chegou a ser feito. Nunca foi vendido, nunca foi terminado. Eu consegui uma cópia do jogo por acabar e já dava para ter uma bela ideia. Era um jogo de luta, 1 contra 1 ou 4 contra 4, onde se podia arrancar membros de forma exageradamente grotesca. Sangue era coisa que não faltava e as personagens ião de um médico assassino que adorava destripar e espetar seringas a um canibal que passava o jogo todo a comer uma perna de outra pessoa e batia com essa mesma. E acreditem, estou a deixar de parte os detalhes mais pesados. Na altura, lembrem-se, os gráficos pareciam muito realistas e volto a lembrar que eu estava na primária.



 Yeah... we've come a long way...



Como foi o meu crescimento? Tive grandes notas, grandes amigos e ando a ter aos poucos uma carreira com sucessos aqui e ali. Sou saudável e tenho uma relação social perfeita, além de uma namorada espectacular.

Quando vi pela primeira vez o Jurassic Park, sendo ainda mais novo, meteu-me imensa impressão a parte em que o T-Rex come o advogado. Hoje em dia é uma imagem que todos nós adoramos ver pela justiça que é mas na altura parecia-me ser uma coisa feita a sério, esqueci-me que era um filme por breves instantes! O meu pai disse-me logo, a sorrir: “aquilo é um boneco!” E sempre que vejo a cena, lembro-me sempre do que o meu pai me disse. Lembrem-se deste parágrafo por vai ser importante para o ponto final. Mas antes:




 

“Os videojogos não educam nada!”

Uma vez mais, pura, pura ignorância. Na mesma tarde em que a minha tia me disse aquilo, ela disse-me essa mesma frase. Ou parecida. Mais tarde, eu meti o jogo Buzz, que é uma espécie de concurso com perguntas como os que dão na televisão. Tem até a voz do Jorge Gabriel. Quis provar um ponto nessa tarde e consegui. Não só a minha tia viu que nem todos os jogos eram violentos ou EXCLUSIVAMENTE para crianças como ainda esteve ela a responder algumas perguntas e, inclusive, a acertar!


Nop, não educa



Além de que os jogos são excelentes para desenvolverem a concentração e os reflexos das crianças, bem como a imaginação. Há estudos que comprovam isto mas eu quero que os estudos se lixem pois eu estou a falar por experiência pessoal. Tenho óptimos reflexos, tenho e sempre tive uma óptima imaginação ao ponto de estar numa industria criativa e concentro-me tão bem ao ponto de as pessoas estarem a falar ao pé de mim e eu continuar na minha actividade como se estivesse numa bolha. Os videojogos estiveram constantemente a estimular a minha criatividade e os meus reflexos. E é isso que os jogos são. Jogar, seja o que for, não é simplesmente matar coisas. Até porque não há nada vivo, é tudo virtual mas enfim. Os jogos são, desde o GTA aos puzzles de 1000 peças, desafios.

O jogo cria um cenário virtual e distribui opções para o solucionar. Cabe ao jogador escolher o que utilizar e como de forma a alcançar o objectivo e prosseguir. Não só ensina aos miúdos que se querem alguma coisa têm que se esforçar como ainda os ensina a serem pacientes. A ideia de “morrerem” ensina que falharam mas que podem tentar outra vez. Não conseguirão avançar até conseguirem fazer tudo bem e por mais que atirem o comando para o chão e que gritem palavras menos bonitas… não tiveram o que queriam até respirarem fundo e tentarem uma vez mais. Através da persistência e de melhores cálculos sobre o que fazerem e quando fazerem, eventualmente acabam por superar o desafio e prosseguir para o próximo até acabarem o jogo e sentirem-se vencedores.

Os pais só vêm o miúdo sentado e acham que não está a fazer nada. Se ele tivesse montado um puzzle, ao menos viam que passou o tempo a construir algo e que pode agora pôr na parede. Mas acreditem, aquele miúdo esteve a viver uma aventura. Empunhou uma espada e salvou a princesa de um dragão, tal como nos livros que outrora havia lido. Passou um bom bocado, divertiu-se, solucionou puzzles dentro do jogo e conseguiu o objectivo que quis e pelo qual tanto lutou. Não há nada que possa mostrar mas irá dormir a pensar na aventura e a ansiar por mais que tem na prateleira à espera dele, dentro de um mero CD. Irá ouvir constantemente que não esteve a fazer nada e que devia ter aproveitado melhor o tempo. Mas cedo aprende que ninguém que não tenha feito o mesmo irá compreender.



“Os videojogos irão atrofiar os relacionamentos pois passam o tempo sozinhos e fechados”.

Como eu já disse, não só eu tenho relacionamentos perfeitamente saudáveis como tenho grandes memórias das tardes que passei a jogar com a minha família e com os meus amigos. É tão, ou melhor, convivência que ver um jogo de futebol na tasca com eles a beber cerveja. Há diversão e há competição/cooperação. Estar com um comando nas mãos ou com cartas é exactamente o mesmo objectivo.



 

“Maldito sejas Uno que por causa de ti eu estou a viver sozinho e sem amigos por não se afeiçoarem à minha personalidade pouco complexa!”




“O problema dos videojogos é que passam o tempo sentados”

Concordo, devíamos fazer como as pessoas que lêem livros, a correr.

Isto é um óbvio ataque às horas que por vezes são passadas a jogar. É verdade que é preferível que esteja lá fora a jogar à bola mas o problema não são dos videojogos. O problema são dos pais que não controlam os horários dos filhos para jogarem, para estudarem, para irem lá fora.

E por falar em pais.



“Os videojogos fazem das crianças violentas.”

Matar coisas em jogos não chateia crianças nem faz com que elas esmurrem armários com fúria. O que as leva a fazer isso são os seus pais a discutirem todas as noites. São os seus pais que não ligam nenhuma aos filhos. São os seus pais que não acompanham o crescimento. O meu pai disse-me que aquela coisa horrível era apenas um boneco. Se os pais explicarem devidamente aos filhos que aquilo que vêem não é real, que é só um filme ou só um jogo, a criança depressa aprende o que é um filme e o que é um jogo, que nada passa de figuras de estilo. Seja lá o que figuras de estilo sejam, isso fica para mais tarde.

Não são os videojogos que fazem das crianças violentas. São os pais. É a educação que têm.



 

E como um bónus:



“Os videojogos são como drogas.”

Este foi o comentário mais parvo que eu li e veio do próprio psicólogo. E eu podia responder a esta de mil e três formas mas escolho esta:

Há pessoas que lêem um livro inteiro num dia. Há pessoas que lêem livros gigantes numa semana. Há pessoas que lêem vários livros gigantes numa semana. Há, porque eu conheço bastantes. É como drogarem-se? É algo mal visto? Não, é visto como uma pessoa culta. Uma pessoa que vê filmes todos os dias é culto mas aí já depende dos filmes. Uma pessoa que joga todos os dias já é comparado a um drogado.

Portanto, estão a comparar uma pessoa que decide divertir-se à sua maneira sem incomodar ninguém… a um drogado que está rapidamente a acabar com a própria vida. Uma pessoa é tão viciada por querer voltar a jogar tal como uma pessoa deseja chegar ao final do livro para saber como acaba. Há quem passe tempo na internet a vadiar e há quem decida jogar e estimular o cérebro.

 

Os comentários continuam mas por agora espero que quem tenha lido tenha percebido melhor como é que os jogos funcionam vindo de alguém que sabe o que é um jogo. A parte mais hilariante disto é saber que mais de metade das pessoas que falam mal dos jogos estão enfiadas no Farmville.

E à semelhança de outras reportagens da TVI sobre jovens, nem tudo o que aparece na televisão, nem tudo o que começa por “um estudo comprova” é verdade. E não sou a única prova contrária a tudo o que foi dito por esse meio.

 

Para terminar, lembrem-se, amigos:

 

Isto vem do mesmo canal que nos esgalha A Casa dos Segredos e o Big Brother. São estes que nos vêm falar de psicologia.

 


 

Top 5 Melhores Filmes de 2011

Posted on January 1, 2012 at 7:35 PM Comments comments (0)

CAROS PAROQUIANOS DESTE MEU TEMPLO!




FINALMENTE!



FINALMENTE CHEGOU!





OH, URRA!




*som de assopro barato mas festivo*





O MOMENTO PELO QUAL ANSIÁVAMOS CHEGOU DE UMA VEZ!





A CASA DOS SEGREDOS TERMINOU!



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ah e fiz um top





 Sendo eu um Blogger Cinéfilo Oficial,  jurei cumprir o pacto assíduo após o ritual (que, para quem não sabe, consiste ver o Batman & Robin até ao fim sem gregar durante a exibição... admito que não consegui mas eu tinha por lá umas cunhas) de listar aqueles que eu considero os melhores filmes de um dado ano, sendo desta vez, portanto, de 2011.

 Após fazer uma pausa para ponderar, qual só fiz porque vinha no comboio todo aborrecido enquanto escutava Kizomba obrigatóriamente visto que já ninguém usa fones, concluí então aqueles que, para mim, foram os melhores 5 filmes.








COMECEMOS DE FORMA POLÉMICA!





5 - Transformers: Dark of the Moon

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Motivo:
 Imagino desde já que poucos foram os snobs que continuaram, se quer, a ler esta frase. A esses, eu posso explicar a minha nomeação.

 Para quem não estudou nenhuma área cinéfila, existe uma regra que faz de um filme automáticamente espectacular. Essa regra baseia-se na Lei Nº5 do Cinema:

 "Para um filme ser automáticamente espectacular independentemente da sua execução, tem de ter, pelo menos, um dos 5 ingredientes:
- Zombies
- Nazis
- Robôs Gigantes
- Dinossauros
- Christopher Walken"

 Sim, o filme é um exame de problemas técnicos... MAS NÃO FOI DO CARAÇAS QUANDO O GAJO PARTIU O OUTRO EM 2? EISH, BRUTAL!









4 - Anonymous

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Motivo:
 Só pelo poster já merece ganhar pois foi o que me levou a ver (não tinha visto qualquer espécie de trailer) e em nada me arrependi. Mas mais do que isso a levar-me a entregar o prémio de quarto lugar (um pacote aberto de bolachas Oreo) foi a surpresa que foi. Admito que me senti bastante confuso até um bom bocado do filme devido à forma como a narrativa é apresentada, mas estive sempre interessado desde o príncipio brilhante até ao fim, também ele do mesmo nível. Adorei a proposta do filme e, acima de tudo, a forma humilde em como a apresenta pois não é daqueles filmes que nos enfiam a controvérsia pela goela abaixo. Não, este só nos quer fazer pensar num "E se...?" interessante e, dentro da minha fraca compreensão histórica, plausível.

 E adorei todos os segundos com o Rhys Ifans.











3 - Rise of the Planet of the Apes, Bitches!

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Motivo:

 O filme tem o "não" mais épico de sempre.


  Sei que alguns de vocês estão a pensar para os vossos botões: "Uma ova! Eu conheço um "não" muitissimo mais épico!"

 Talvez haja um outro forte concorrente, mas não é dito por um chimpanzé com nome de imperador romano.

 Além disso, o John Lithgow está no filme. O prazer de o ver no cinema foi colossal.











2 - District 9

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"WOW WOW WOW, CALMA AÍ Ó PARVO DE ÓCULOS! ESTE FILME É DE 2009! MAS O QUE VEM A SER ESTA TRAMPA?"

Sim, de facto o filme é de 2009 mas...

Motivo:

... eu adoro o filme e isto é a internet, eu posso fazer o que eu quiser.







E aquele que para mim foi o melhor filme de 2011 é:






















50/50

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Motivo:


O filme tem o Joseph Gordon-Levitt. Basta. Só por isso é logo o melhor filme em seja qual for a categoria desde que apreciativa. 50/50 é assim o:

Melhor Filme

Melhor Filme de Terror

Mellhor Filme Musical

Melhor Filme de Animação

Melhor Filme em 3D

Melhor Curta-Metragem Portuguesa


etc.











 E foi este o meu Top 5 Melhores Filmes de 2011. Aos que me conhecem minimamente, não sei se valerá a pena fazer o Top de Melhores Filmes de 2012 pois é desde já bastante óbvio o vencedor.

Tipos do Catano #2| Christian Bale

Posted on December 11, 2011 at 4:50 PM Comments comments (0)

Nesta rubrica, "Tipos do Catano", pretendo falar sobre algumas das minhas personalidades cinematográficas ou televisivas favoritas. Não importa se não falo dos melhores trabalhos ou se não falo dos trabalhos mais reconhecidos, simplesmente importa falar daquilo que mais admiro, pá.

Tipos do Catano #2| Christian Bale



Actor em:
The Dark Knight, 3:10 to Yuma, The PrestigeAmerican Psycho

Alguns trabalhos que já tive o prazer de ver:
The Dark Knight, Terminator Salvation, The Prestige, American Psycho


 Christian Bale é dos meus actores favoritos por uma única razão: é divertidissimo. É daqueles tipos que consegue transpirar carisma sem minimo esforço e tendo em conta o género de papéis que costuma ter, o resultado é quase sempre memorável. Pode ser bastante arrogante no que toca ao profissionalismo como pode ser visto no caso infame durante as filmagens do Terminator Salvation, mas para mim isso só o torna mais engraçado pois mesmo na vida real eu vejo-o como uma personagem. Epa adoro o Gajo, pronto.

 Não se pode falar no Bale sem se mencionar o seu empenho formidável. É um actor que leva muito a sério o seu trabalho (daí o tal caso acima mencionado... e sim, a maioria dos actores leva o seu trabalho a sério) e entrega-se, literalmente, de corpo e alma aos seus papéis. Ora vejam o empenho extraordinário nestes dois filmes:


(esquerda: The Machinist (2004) | direita: Batman Begins (2005) 

E ele contínua a fazer destas pois voltou a perder todo o caparro para o filme The Fighter (2010) só para o voltar a ganhar para o The Dark Knight Rises. O homem é maluco!

No que toca aos seus melhores papéis, há muito por onde escolher. Vou deixar aqui a minha opinião sobre alguns dos seus papéis:


Bruce Wayne/Batman na saga The Dark Knight
 
Oh, isto promete! Para mim, dos filmes que já vi do Bale, estas duas personagens são os seus papéis mais fracos. Acho que tirando o Bruce Wayne no início do Batman Begins, estes dois papéis em ambos os filmes (na altura que escrevi isto o The Dark Knight Rises ainda nem tem um segundo trailer) não são nada de especial. CALMA! Eu sou um tarado por estes filmes! Aliás, se calhar até sou mais viciado do que vocês, por isso deixem-me em paz que ainda não acabei: Ele é dos melhores melhores Waynes/Batmen até há data (óbviamente estou a juntá-lo ao Keaton), mas franquia à parte, os papéis em si não são nada de extraordinário. No entanto, o Bale não o deixa de fazer de forma convicente e em particular no Begins ele tem a árdua tarefa de fazer de Wayne em várias fases distintas, sendo a minha favorita a já mencionada fase inicial quando ele está na prisão. Sou um enorme fã do Bale como Wayne/Batman, só acho que teve papéis muito melhores.

John Connor em Terminator Salvation
 Eu gostei imenso do John Connor do Bale. Não é exactamente a versão crescida que eu esperava após ver o Terminator 2, mas é um líder da resistência extremamente Bad-Ass, ainda que tenha as suas falhas. Gosto particularmente porque é o Bale e sinto que ele libertou-se neste filme, ainda que contínue a fazer imenso a sua voz de Batman ao longo do filme. Só foi pena o filme não se ter centrado tanto nele quanto devia (ou quanto eu queria), mas não deixa de ser divertido ver o Bale a gritar ao comunicador ou como queiram chamar àquela coisa que parece um walkie-talkie.

 Além disso, é o único filme onde se pode ver o Christian Bale a lutar contra o [falso] Arnie. And it was worth it!

Alfred Borden em The Prestige
 É quase quase quase o meu papel favorito dele. Ele está perfeito, mesmo que não seja teeeeecnicamente o personagem principal. A verdade é que tal como o Joker/Ledger é sentido por todo o filme The Dark Knight, também o Alfred/Bale parece estar sempre presente (e só não falo mais sobre isso porque não quero contar assim tanto da história) graças à sua actuação misteriosa e intrigante. Uma boa parte deve-se ao realizador Christopher Nolan, claro, mas é o Bale que consegue transmitir essa necessidade da personagem na perfeição.

Patrick Bateman em American Psycho
 Eu disse acima que o Bale libertou-se no Terminator Salvation não foi? Pois no American Psycho podemos ver o Bale à solta e completamente descontrolado. E como é divertido de ver! Patrick Bateman é dos antagonistas mais interessantes que eu conheço (admitindo que eu não tenho uma cultura cinematográfica elevada, eu é só blockbusters com robôs gigantes) e o carisma do Bale acenta que nem uma luva neste papel! Eu não sei se o filme é menos mau se tivermos em conta a comparação com o livro do mesmo nome, eu só sei que é um espectáculo ver o Christian Bale a correr cheio de sangue com uma moto-serra todo doido... embora eu tenha de confessar que não aprecio ter de o ver nu, mas vamos dizer que faz dele mais louco.



 Gostem dele ou não, é dos actores desta geração que mais promete. Dedicado e versátil, Christian Bale tem imenso para dar a Hollywood e diversão para os fãs como eu.


Frase Pessoal:

"I think there's a kind of pretentiousness to the idea that serious work is only found in low-budget independent movies--I can't stand that snobbery."

E sim, eu escolhi esta frase de propósito.



Análise| The Adventures of Tintin:The Secret of the Unicorn | As Aventuras de Tintin:O Segredo do Licorne

Posted on October 26, 2011 at 9:20 AM Comments comments (2)


Trailer:

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Opinião do gajo que tem a mania que percebe imenso de cinema mas que ainda não viu o The Shawshank Redemption:

 Tenho de começar por aqui: eu NUNCA fui fã do Tintim... ou Tintin... Agora parece que é Tintin... Enfim, eu nunca fui fã. Adoro a introdução e em particular a música da série animada mas não via os episódios nem lia os livros. Dito isto, foi preciso o Spielberg para me fazer fã do miúdo com a pôpa.

  O filme começa, para minha decepção, com uns créditos iniciais ao estilo do filme, também do Spielberg, Catch Me If You Can. Não me entendam mal, eu adoro esse estilo de animação mas eu queria um remake da introdução clássica do Tintin a que estamos habituados. Sabem, algo assim:

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 Mas também se temos a oportunidade de contar com a música de John Williams, mais vale aproveitar ao máximo!

  Embora o filme se chame "The Secret of the Unicorn", segundo estive a ler por aí o filme baseia-se, na verdade, em três histórias do Tintin: "The Crab with the Golden Claws", "The Secret of the Unicorn" e "Red Rackham's Treasure". Não posso dizer se o filme é fiel pois eu nunca li mas estou certo que os fãs não ficarão desiludidos. 

 O filme começa muitissimo bem com uma óptima e hilariante homenagem à personagem principal e no geral mantem um belo ritmo até ao fim. Digo no geral pois saí da sala a pensar que lhe faltou qualquer coisa. As personagens desenvolveram-se como o esperado neste tipo de filme de aventura, ainda que o próprio Tintin padeça de perfeição a mais mas nada que lhe estrague o carisma aventureiro que procurávamos. Só me desagradou duas cenas em todo o filme que embora estejam muito bem feitas, achei bastante anticlimáticas e uma delas trata-se da batalha final. Pensando nessa batalha final, ou melhor, como ela decorre, depois de ver o filme faz algum sentido mas na altura parece vir absolutamente do nada e chega até a cair mal após a excelente cena anterior que é feita continuamente, isto é, de um só take (claro que é facilitado por ser animado, mas não deixa de ter valor pela sincronização e ritmo). O final também me deixou muito a desejar pois fiquei naquela "então mas isso não era o objectivo de todo o filme?". Mas, olhem, que se lixe, diverti-me imenso com o filme!

 Algumas cenas vão fazer-vos pensar: "eeeeepa mas que irrealista! Eu não vou ficar aqui sentado a engolir isto, ai não vou não!" Mas eu tenho uma perfeita explicação para todas as cenas, sendo a seguinte: "opa cala-te, quem quer saber, é o Tintin!!!"

 E a verdade é que Spielberg faz aqui um filme de aventura à moda antiga como só ele sabe fazer! É imediata a comparação ao Indianna Jones mas acho que é seguro dizer que há aqui um novo e próprio estilo da franquia que aparenta continuar por mais um ou dois filmes. As personagens são extremamente divertidas com especial destaque para o Capitão Haddock e sem esquecer, claro, o Dupond e o Dupont. As cenas de acção são imaginativas e ficaram-me na cabeça embora não possa dizer o mesmo da banda-sonora que apesar de se ligar muitissimo bem ao filme, não houve um tema particularmente memorável. Mas não vejam isso como defeito, é só a minha opinião e quem sabe com o passar do tempo isso mude.

 Então e afinal de contas como é que é Bruno? Recomendas o filme ou não? Bem, eu não consigo responder a isso. As crianças vão certamente adorar embora algumas partes pareçam ser ligeiramente violentas a mais para a idade dos mais novos (embora, sejamos francos, quando tinhamos as idades deles aguentavamos com tudo) e é sem dúvida um filme espectacular para toda a familia já que entretem igualmente os adultos (e muito bem) e tem uma certa sensação nostálgica que consegue ser refrescante nos dias de hoje. Só me custa dizer se vale a pena ou não irem ver pois não sei como é que o filme se dá com os fãs das obras mas também acho que isso é lá com eles. Eu cá, embora ache que o filme num todo não seja perfeito e tenha potencial para muito mais, estive muito entretido a ver e deu para rir honestamente enquanto admirava as cenas de acção e me divertia com a história. E isso, meus amigos, é mais do que suficiente!


Ah e sim, a animação tem um detalhe incrível e foto-realista blá blá blá...



Tipos do Catano #1| Darren Aronofsky

Posted on October 11, 2011 at 4:45 PM Comments comments (0)
Nesta rubrica, "Tipos do Catano", pretendo falar sobre algumas das minhas personalidades cinematográficas ou televisivas favoritas. Não importa se não falo dos melhores trabalhos ou se não falo dos trabalhos mais reconhecidos, simplesmente importa falar daquilo que mais admiro, pá.

Tipos do Catano #1| Darren Aronofsky


Realizador de:
Pi, Requiem for a Dream, The Fountain, Black Swan
Alguns trabalhos que já tive o prazer de ver:

 Eia cum caraças! Este homem fez meia dúzia de filmes e já tem a carteira cheia de nomeações! Não é surpreendente, mas é de bater palmas. Digo que não é surpreendente pois a verdade é que Darren Aronofsky não faz filmes mas sim experiências. Qualquer filme dele (tirando talvez o The Wrestler) pode ser visto num iPod ou pior, com a qualidade dos meus vídeos, ou pior ainda, na TVI, que continua a ser das melhores experiências do cinema actual. 

 Os filmes do Aronofsky têm dois pontos fundamentais e nada mais do que isso (ou pelo menos é a minha opinião): pessoas e as suas relações. Por exemplo, se houver uma cena de acção, o importante da cena nunca será o carro a explodir mas sim a pessoa que está lá dentro e o quanto está a sofrer. É o meu tipo de filme porque nos dias de hoje ver um carro a explodir com pessoas lá dentro tem muito mais poder do que ver uma quantidade de carros a explodirem como se fosse tradição do feriado nacional respectivo. Né Michael Bay?

 Ainda só vi os três filmes que apontei acima e uma passagem muito rápida pelo Black Swan, mas tiro desde já a conclusão de que os seus filmes são sempre sobre a jornada das personagens. O génio está, no entanto, no quão quotidiano é essa jornada. Não se trata de um filme exclusivo para bailarinos e seus fãs ou para wrestlers ou mesmo para drogados, trata-se de sentirmos tanto a pele das personagens como por dentro dela. Não é nada fácil sentirmos pena de uma personagem fictícia, mas Aronofsky consegue fazê-lo sem precisar de desenvolver muito a personagem utilizando todos os poderes que a câmara de filmar permite. Para mim, ver o filme The Fountain é como sentir o corpo a levitar e a abanar suavemente sem noção da gravidade, ainda que preso a uma âncora. Já em Requiem for a Dream, é como se o nosso corpo começasse violentamente a ir contra as paredes e móveis da nossa sala partindo tudo até acabarmos por ser projectados pela janela do nosso 5º andar e estatelarmo-nos no meio da estrada com 100x a força da gravidade. É por experiências como estas que eu não vejo o 3D como futuro. É uma experiência divertida, claro, mas relembra-nos constantemente que estamos a ver um filme ao invés de o sentirmos e só quando as luzes acenderem (ou o telefone tocar) é que voltamos às nossas vidas pacatas. Entendo os fãs do 3D mas eu cá sou mais fã do Darren-Vision (ainda não meti patente mas já estou a pensar nisso, deixem-se estar quietos!).

  É sempre refrescante ver uma cena de um filme do Aronofsky e pelo menos até agora têm sidos experiências que não me saiem da cabeça. Meses e meses depois de o ter visto ainda penso no Requiem for a Dream todos os dias sem excepção. Um filme sobre o consumo de drogas que vai muito além de qualquer documentário que eu tenha visto. A história não demonstra fronteiras e quando as coisas começam a dar para o torto é uma autêntica descida a pique desde aí. É o melhor filme que vocês não vão querer rever. O filme é chocante para quem já experimentou drogas e para quem não experimentou vai sentir precisamente todo o pesadelo acabando por jurar que jámais irá tocar nessas substâncias. É como uma boa partida de xadrez: no final sentimos um enorme peso no nosso cérebro, ainda que ao ver este filme até ao final o nosso cérebro esteja semelhante a ovos mexidos. É, além de tudo isso, brilhantemente editado sendo uma autêntica lição para vermos a fina linha entre toda a liberdade artística de uma cena com a mixórdia que a torna absurda. É o meu filme favorito desde realizador.

 Depois temos o caso do The Fountain. Segundo a minha querida e adorada amiga Inês, o Darren Aronofsky quis fazer um filme muito pessoal. Tendo isso em conta, é realmente perceptível pois torna-se muito difícil de digerir mentalmente. Mas a questão é também essa, o filme não é suposto ser visto mentalmente como se de outro filme se tratasse mas sim espiritualmente. Se Requiem maltrata o nosso cérebro, The Fountain agarra no nosso coração e aquece-o, aperta-o, remexe-o, desarruma-o e deixa-o ir. Um pouco como a minha ex-namorada. Não quero falar sobre a história deste filme pois por não saber rigorosamente nada é que eu consegui ter a melhor experiência. Só digo que é injustamente posto de parte e esquecido até. Para mim, é o melhor papel do Hugh Jackman e não o vejo a superar-se.

 Também de referenciar que tal como Tim Burton tem Danny Elfman sempre a compor a banda-sonora dos seus filmes, Darren tem Clint Mansell que é absolutamente genial. 

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 Ainda não vi todos os filmes do Darren Aronofsky mas já aprendi imenso com ele. É dos génios actuais nesta arte e o cinema tem de aprender também muito com ele pois ele faz filmes como se fazia antigamente: o que o realizador quer, não o que vende mais ao público.

 Agora olho para trás, para todas aquelas vezes em que me chamaram de Brunofsky e levo isso como um elogio dos diabos! Só é pena eu ter nascido a 11 de Fevereiro e o Darren a 12 e também o facto de os filmes dele serem lições de arte e os meus vídeos serem uma grande merda mas se não fosse isso eramos iguaizinhos!

Frase Pessoal:
"I try to live my life where I end up at a point where I have no regrets. So I try to choose the road that I have the most passion on because then you can never really blame yourself for making the wrong choices. You can always say you're following your passion."


 Um grande beijinho e mil e dois agradecimentos à Inês Correia por me ter apresentado este homem e por me ter atirado os filmes dele à cara apontando uma pistola enquanto gritava "VÊ!!!"

 Está bem não foi exactamente assim que se passou mas não seria do caraças?



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